terça-feira, 16 de outubro de 2007

Sinfonias Perdidas

Percorria os paralelos da estrada antiga, da estrada velha, da estrada que desce e sobe e torna a descer e vi... vi, na penumbra de uma tarde de sol de verão, por entre a queda das folhas das árvores de Outono, algumas gotas de chuva e flores em estado nascente. Olhei o sol e indicava-me poente. Senti-me perdido!

Sentei no antigo passeio de madeira, bem no centro do largo das pombas e dos idosos, e cantei, cantarolei e encantei. Lembro-me, ainda hoje, que tentava imitar as músicas dos falcões... E que bem que imitava!

Sem saber como, porque não li as instruções, tropecei num caixote de ideias e lâmpadas e cheguei a partir uns quantos ovos! Ficaram estrelados! O sol do inverno tem esse poder!

Olhei à volta e vi duas tabuletas com as indicações: "<-- Naquela direcção, vais para ali" e "--> Naquela direcção, vais para lá"
(Estava perdido)

Olá rouxinol...

1 comentário:

Anónimo disse...

rouxinol... canta, brilha e tal como dizes tambem se sente perdido! tal e qual um barco a deriva por um rio que corre veloz...assim é o rouxinol que sustenta a sua voz! é ele..e só ele que canta... á procura de um lugar para pousar...cansado descansa, para depois voltar a voar...beijo